quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Muitos + Provérbios sobre alimentação

O saber popular não para de nos surpreender! Os ditos populares perduram no tempo e ganham variantes regionais.
Para completar os Provérbios já publicados no blogue, aqui fica uma lista de mais 140. Tentei eliminar os repetidos, mas é possível que algum tenha escapado algum.

A bebida quer-se comida e a comida bebida.
A bem comer ou mal comer três vezes beber.
A chuvinha da Ascensão todo o ano dará pão.
A fiar e a tecer ganha a mulher de comer.
A hora de comer é mais pequena.
À hora de comer sempre o diabo traz mais um.
A ovelha lazarenta gosta de comer na nascente.
A perdiz é perdida se quente não for comida.
A quem não sobra pão, não cria cão.
Água e pão, comida de cão.
Antes de morder, vê com atenção se é pedra, se é pão.
Aonde comem dois, comem três.
Apressado come cru.
Arrenego o amigo que come o meu comigo e o seu consigo.
Asno com fome, cardos come.
Bem estou com meu amigo, que come seu pão comigo.
Bem mal ceia quem come de mão alheia.
Bocado comido não ganha amigo.
Bocado de mau pão não o comas nem dês ao teu irmão.
Bom rei, se queres que vos sirva, dai-me de comer.
Burro com fome, cardos come.
Cães e lobos comem todos.
Carne de hoje, pão de ontem e vinho de outro Verão fazem o homem são.
Carne que baste, vinho que farte e pão que sobre.
Cartas, mulheres e carradas de pão, para onde pendem para aí vão.
Cear sem pão é comida de lambão.
Coitadinho de quem morre, ao paraíso não vai; quem cá fica, come e bebe, logo a pena se vai.
Com maus cozinheiros, queima-se a comida.
Com o teu amo não jogues as peras; ele come as maduras e deixa-te as verdes.
Come caldo, vive em alto, anda quente, viverás longamente.
Comer até adoecer e jejuar até sarar.
Comer e beber, só o que apetecer.
Comida feita, companhia desfeita.
Comido o Natal, à segunda-feira tem o lavrador que alugar a eira.
Conforme comermos, assim seremos.
Das mulheres a rainha, das maçãs a chainha.
De comer até o porco se enche.
De mau grão, nunca bom pão.
Depois de comer, não é preciso colher.
Dizem em Roma que a dama fie e coma.
Dizer e fazer não comem à mesma mesa.
Dos que não comem mel, livre Deus minha colmeia.
Doze galinhas e um galo, comem como um cavalo.
É como S. Benedito: não come nem bebe e está sempre gordito.
É grande saber, calar e comer.
Em casa do sisudo faz-se o pão miúdo.
Fidalgo sem pão é vilão.
Filho alheio come muito e chora feio.
Filho da minha filha, toma pão e senta-te aqui; filho da minha nora, toma o pão e vai-te embora.
Fraco é o cão que não come a carne que lhe dão.
Fraco é o padeiro que diz mal do seu pão.
Gaiola bonita não dá de comer ao canário.
Galinha de casa mais come do que vale.
Galinha pedrês, não a comas, não a vendas, não a dês.
Gato pede miando e come rosnando.
Gente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come pão de passarinho.
Grande prazer, não escusa comer.
Guarda pão para Maio, lenha para Abril, o melhor bicão para o São João.
Guardado está o bocado para quem o há-de comer.
Homem pobre, a dobrado custo come.
Inverno com nevão, ano de pão.
Ir-se-ão os hóspedes, comeremos o pato.
Lágrimas com pão, ligeiras são.
Leitão sem pão até à porta vai.
Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
Mais vale comer na rua que morrer de fome em casa.
Mais vale pedaço de pão com amor que galinha com dor.
Meia vida é a candeia e pão e vinho a outra meia.
Mulher magra sem ser de fome, foge dela que te come.
Na casinha portuguesa, pão e vinho sobre a mesa.
Não assines sem ler, nem bebas sem comer.
Não comas lampreia, que tem a boca feia.
Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como a de carneiro.
Não há comida abaixo da sardinha nem burro abaixo da jumenta.
Nem só de pão vive o homem.
Neste mundo mesquinho quando há para pão, nunca há para vinho.
No São João pinga a sardinha no pão.
No tempo em que se come, não se envelhece.
O cão e o gato comem o mal guardado.
O pão pela cor e o vinho pelo sabor.
O que a minha vizinha come não aproveita a mim.
Osso que acabas de comer, não o tornes a roer.
Pão achado não tem dono.
Pão de hoje, carne de ontem e vinho do outro Verão fazem o homem são.
Pão de padeira não farta nem governa.
Pão do vizinho sabe mais um bocadinho.
Pão duro é melhor que figo maduro.
Pão e vinho andam caminho que não moço ardido.
Pão e vinho um ano meu, outro do meu vizinho.
Pão mole e uvas, às moças põem mudas e às velhas tiram as rugas.
Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte.
Pão quente faz mal ao ventre.
Pão quente, muito na despensa e pouco no ventre.
Para a fome não há pão duro.
Para comer convida-se uma vez, para trabalhar espera-se até chegar.
Perdiz é perdida se quente não for comida.
Perto de quem come, longe de quem trabalha.
Pica-pau não tem machado e come abelhas e formigas.
Poda tardio, semeia temporão, terás vinho e pão.
Por cima de comer, nem um escrito ler.
Pouco comer, pouco rezar e não pecar levam a gente a bom lugar.
Quando não há pão, até migalhas vão.
Quando o pardal tem fome, vem abaixo e come.
Queijo com pão, comida de vilão.
Queijo com pão, faz o homem são.
Queijo de Outono, é para seu dono.
Queijo de ovelha, leite de cabra, manteiga de vaca.
Quem à mesa alheia come, janta e ceia com fome.
Quem a truta come assada e cozida a perdiz, não sabe o que faz e menos o que diz.
Quem ao longe faz a boda, pelo caminho a come toda.
Quem come a correr, do estômago vem a sofrer.
Quem come cedo, cria carne e sebo.
Quem come da taverna, duas casas governa.
Quem come tarde, não cria sebo nem carne.
Quem come tudo num dia, no outro assobia.
Quem come, melhor dorme.
Quem comeu a carne, que lhe roa os ossos.
Quem compra pão de praça e vinho de taverna, filhos alheios governa.
Quem dá o pão e não dá o castigo, não viu a sombra do paraíso.
Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
Quem mói no seu moinho e coze no seu forno, come o seu pão todo.
Quem não é para comer, não é para trabalhar.
Quem não se farta de comer, não se farta de lamber.
Quem poda tardio e semeia temporão, tem vinho e pão.
Quem quiser comer sem sal, vá para o hospital.
Quem só come o que é seu, não faz escarcéu.
Quem tarde vier, come do que trouxer.
Quem tripas comeu e com viúva casou, nunca esquece o que lá passou.
Quem uma ovelha tem, cem cães lha comem.
Quem vende sardinha, come galinha.
Renego o amigo que come o seu só e o meu comigo.
Sardinha sem pão é comer de ladrão.
Se muito come o tolo, mais tolo é quem lho dá.
Se queres cedo engordar, dorme com fome e come devagar.
Sem pão não se fazem formigos.
Tem má ceia quem come por mão alheia.
Uvas, pão e queijo, sabem a beijo.
Vaca que não come com bois ou comeu antes ou come depois.
Vinho pela cor, pão pelo sabor.
Vinho turvo e pão quente, são inimigos da gente.
Vinte galinhas e um galo comem tanto como um cavalo.


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1 comentário:

Anónimo disse...

muitos giros, muito bem criados para o que dizem...