terça-feira, 15 de março de 2011

Espécies vegetais - Fiolho

Fiolho (ou funcho) - Foeniculum vulgare Mill.

O funcho, também conhecido por anis-doce, erva-doce, maratro ou finóquio, ou fiuncho, é o nome vernáculo dado à espécie herbácea Foeniculum vulgare Mill. (sinónimo taxonómico de Anethum foeniculum L. e de Foeniculum officinale L.) uma umbelífera fortemente aromática comestível utilizada em culinária, em perfumaria e como aromatizante no fabrico de bebidas espirituosas e planta medicinal. O funcho é nativo da bacia do Mediterrâneo, com variedades na Macaronésia e no Médio Oriente, onde ocorre no estado silvestre, mas é hoje cultivado, sob diversas formas varietais, em todas as regiões temperadas e subtropicais.

Recursos online:

Espécies vegetais - Sabugueiro

Sabugueiro  - Sambucus nigra

O sabugueiro é desde a antiguidade definido como o guardião da saúde. Ao que me é dado a conhecer, o primeiro registo do uso desta planta no meio medicinal aparece nos escritos de Hipócrates, já lá vão 2500 anos.
Ao percorrermos os meios rurais é muito natural para as gentes simples considerarem o sabugueiro como uma autêntica “botica viva”. Isto deve-se ao facto de quase todas as partes desta árvore/arbusto serem indicadas para múltiplos usos. Um pouco por todo o lado esta arvore/arbusto é extremamente querida e considerada, quer por características medicinais ou mesmo lendárias. Posso a título de exemplo dizer o seguinte:
Os espanhóis, mais propriamente os catalães chama-lhe "árvore boa";
Os Açoreanos puseram-lhe o nome de "chá do bem fazer" à infusão que se faz com a flor seca do sabugueiro.
Os antigos achavam que dentro de cada sabugueiro morava uma curandeira que tinha sido morta na inquisição de forma injusta.

As diversas partes utilizadas são
As flores;
As folhas;
Os frutos maduros;
A segunda casca seca, excluindo-se a raiz;
O miolo.

As flores de sabugueiro têm de ser secas. Por superstição, para que as flores tenham efeito medicinal têm que ser colhidas na véspera ou no dia de São João, a fim de estarem abençoadas pelo Santo.

As flores contêm glúcidos, ácidos orgânicos, glucósidos, flavonóides, aminas, vitamina C, etc. As flores têm também taninos o que lhes conferem propriedades diaforéticas, isto é estimulam a sudação, sendo indicadas para combater estados febris. O efeito diaforético parece restringido apenas às flores e não a outras partes da planta. Quando se emprega a infusão concentrada de flores emprega-se sob a forma de gargarismo, isto no caso de afecções de boca e faringe. Para as inflamações e tumefacções utiliza-se em forma de compressas.
Não existe nada mais maravilhoso que um banho de imersão com flores de sabugueiro.
Quanto à baga do sabugueiro ela contem flavonóides (rutina e isoquercitina), ácidos orgânicos, pigmentos antocianicos, açúcares redutores, isto para além de pectina, taninos e vitaminas A, e C assim como elementos minerais. Quanto ao extracto da baga, ele tem propriedades laxativas. O sumo é um óptimo remédio contra as enxaquecas e as dores nervosas.

Fonte do texto: Paróquia de Salzedas

Fontes online:

segunda-feira, 14 de março de 2011

Espécies vegetais - Carqueja

A carqueja é um subarbusto espontâneo, aparentemente sem folhas, em que os ramos espalmados apresentam expansões foliáceas, e nos nós apresentam 3 'dentes', como indica o seu nome (que são o que resta das suas folhas e estípulas).
As flores amarelas aparecem em grupos nas pontas dos ramos ou lateralmente, em Março e Junho.
É muito comum na zona da Serra da Estrela estendendo-se até ao noroeste de Portugal.
Antigamente, muito usada como acendalha, agora é mais conhecida pelas suas propriedades medicinais e na culinária (arroz de carqueija).
Carqueja - Pterospartum tridentatum
Nota: Não confundir esta espécie com outra carqueja existente no Brasil.

Recursos online:

domingo, 13 de março de 2011

Espécies vegetais - Sumagre

Uma das espécies vegetais que mais me surpreendeu quando cheguei a Vila Flor há alguns anos atrás, foi o sumagre. Embora ele esteja presente em muitos dos concelhos trasmontanos nunca me chamou à atenção. Foi a coloração vermelho vivo das suas folhas que primeiro me atraiu. Depois de saber o seu nome, e de investigar sobre a importância da cultura do sumagre na região, tenho estado mais atento e encontro-o em toas as freguesias do concelho, bem como nos concelhos vizinho.

Aproxima-se o Dia Mundial da Floresta. Pedi aos meus alunos que fizessem um trabalho sobre algumas espécies vegetais, para ser exposto no dia 21 de Março no polivalente da escola. "Convenci" um grupo a debruçar-se sobre o sumagre. A surpresa foi geral, ninguém conhecia o sumagre. Mas para isso é que serve a escola... para aprendermos.

Sumagre - Rhus coriaria L.

"O sumagre, de nome científico Rhus coriaria L., é um arbusto da família das Anacardiáceas, família botânica de plantas ricas em resinas e taninos, onde também estão inseridas espécies como o cajú, a manga, o pistacho, a aroeira e a cornalheira, sendo estas três últimas espécies arbustivas do género Pistacia, sendo a cornalheira - Pistacia terebinthus L. - também frequente nas matas e mortórios da vegetação mediterrânea duriense. O sumagre tem a sua inserção fitogeográfica na grande região mediterrânea, mais precisamente na sua sub-região mais oriental, tendo-se expandido a sua cultura para toda a mediterraneidade. Os romanos o utilizavam como condimento, sendo também muito antiga a sua utilização na preparação das peles e couros ou seja no artesanato e na indústria dos curtumes, utilização essa que entrou em declínio a partir do início do século XX, com o desenvolvimento de outras fontes de obtenção do tanino para a referida indústria.
É um arbusto de médio a grande porte, mesmo arborescente, de marcadas preferências por locais quentes e soalheiros, nas áreas de feição mediterrânea do nosso país, na Terra Quente e vale do Douro em Trás-os-Montes e Alto Douro, na Beira Interior, no Alentejo, no Algarve e nas Ilhas da Madeira e dos Açores onde também fora cultivado".

Fonte do texto: José Alves Ribeiro, Eng. Agrónomo, Professor Emérito da UTAD
Fotografias: Aníbal Gonçalves; a primeira em Samões e a segunda em Vale Frechoso, ambas no concelho de Vila Flor.
Recursos online:

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sistema respiratório humano e dos peixes


* Permitem a entrada e saída de ar dos pulmões;
* Entrada – Inspiração
* Saída – Expiração
* Alterações de volume da caixa torácica;
* Controlados pelo sistema nervoso central;
* Diafragma, músculos intercostais e esterno.

Hematose pulmonar

* Trocas gasosas entre o organismo e o meio ambiente.
* No ser humano acontece nos pulmões (alvéolos) – Hematose Pulmonar
* Peixes – Hematose Branquial (brânquias)
* Anfíbios – Hematose Cutânea (pele)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A célula

Uma célula apresenta três constituintes básicos:
  • núcleo – dirige e coordena a actividade da célula;
  • citoplasma – líquido onde ocorrem importantes reacções;
  • membrana celular – limita a célula e facilita as trocas com o meio.
Nas células vegetais, para além dos constituintes básicos existe ainda: parede celular (como uma caixa que dá forma à célula) e cloroplastos.
Frequentemente as células vegetais têm também grandes vacúolos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Microscópio otico

Nos séculos XVI, XVII e XVIII foi possível desenvolver aparelhos e tecnologias muito importantes para o estudo da vida.
Um desses aparelhos recebeu o nome de microscópio. O microscópio serve para observar o que é muito pequeno e não se consegue ver à vista desarmada.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Células do corpo humano

Observando qualquer ser vivo ao microscópio, desde os mais simples aos mais complexos, todos são constituídos por células, sendo estas muito variáveis na forma e no tamanho. Em diferentes seres vivos encontram-se células distintas. Num único ser vivo também podem existir diferentes células.
A Teoria Celular explica que todos os seres vivos são constituídos por células, ou seja, a célula é a unidade básica da vida.
As células são, regra geral, tão pequenas que só é possível vê-las através do microscópio. Existem células suficientemente grandes para poderem ser vistas a olho nu. Por exemplo, a gema dos ovos das galinhas é uma única célula.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Diversidade das Plantas

Morfologia das plantas com flor: raiz, caule, folhas e flores.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

As Plantas, Raiz e Caule

Raiz: constituinte das plantas que absorve água e sais minerais, fixa a planta e pode armazenar substâncias de reserva.

Numa raiz distinguem-se cinco zonas:
  • colo – zona de separação entre a raiz e o caule;
  • zona de ramificação – parte da raiz que fixa a planta, onde se desenvolvem as raízes secundárias;
  • zona pilosa – parte da raiz onde existem pêlos absorventes, por onde entra a água e os sais minerais na planta;
  • zona de crescimento – parte da raiz que é capaz de crescer, e que por isso é responsável pelo aumento do comprimento da raiz;
  • coifa – parte resistente e com forma de cone, que protege a ponta da raiz durante o seu crescimento através do solo.