sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Reprodução nos animais 2

Reprodução nos animais

Os marsupiais

Os marsupiais são animais vivíparos que pertencem à subclasse dos mamíferos metatherios, cujos embriões se desenvolvem no útero e nascem precocemente (sem estar completamente formado), terminando o desenvolvimento no interior de uma bolsa de pele (o marsúpio), uma extensão ventral da barriga da mãe.
Os marsupiais mais conhecidos são: os cangurus, os coalas e o demónio da Tasmânia (Austrália), os gambás e as cuícas (América do Sul).
Esses mamíferos com placenta rudimentar, portanto com reduzido período gestacional (de 13 a 35 dias), inicialmente alojam os embriões no interior da cavidade uterina, até que se esgote o suprimento nutricional do saco vitelínico.
Após o nascimento este pequeno ser, ainda imaturo, se agarra aos pêlos da mãe em direcção ao marsúpio, que contêm glândulas mamarias, fornecendo alimento (leite) aos filhotes que ali completam seu desenvolvimento.

Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Período de gestação de alguns animais


Em zoologia, a gestação refere-se ao estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozóide, envolvendo também o desenvolvimento, no útero, do feto que foi gerado pela fecundação e termina com o parto ou nascimento.

Espécie -(dias de gestação)
humano - 266
chimpanzé - 227
gorila - 257
vaca - 284
bisonte - 270
alces - 245
lama - 330
cabra - 150
carneiros - 148
urso, preto - 210
lobo - 64
elefante, Asiático - 645
elefante, Africano - 640
leão - 108
leopardo - 94
porco, doméstico - 114
coelho - 33

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Portugal e Espanha têm estratégia conjunta para salvar lince ibérico

Cientistas querem recuperar o coelho, principal presa do lince



Cientistas portugueses e espanhóis propõem uma nova estratégia para salvar da extinção o lince ibérico assente na recuperação da diversidade genética do coelho, a sua principal presa, e do seu habitat natural.

A proposta é apresentada por Márcia Barbosa e colegas das universidades de Évora, Málaga e da Estação Biológica de Doñana num estudo a publicar na revista científica internacional Diversity and Distribution, especializada em biogeografia da conservação.

O felino mais ameaçado de extinção em todo o mundo alimentava-se até ao século passado de duas linhagens genéticas de coelho com habitat em duas zonas distintas da Península Ibérica, uma situada no nordeste e outra no sudoeste.

Os dois animais surgiram aproximadamente ao mesmo tempo na península e evoluíram em conjunto ao longo do último milhão de anos, período durante o qual estabeleceram inter-relações complexas cuja preservação é agora defendida pelos cientistas.

Redução drástica da população de coelhos

Devido a doenças, a população de coelhos do nordeste sofreu nos anos 1980 uma redução drástica que foi acompanhada por um declínio da população de linces, tendo estes passado a ficar confinados ao sudoeste, numa área que abrange Espanha e Portugal.

As duas zonas geográficas são, grosso modo, separadas por uma diagonal situada entre Vigo e Múrcia, sendo que o lince foi ficando relegado à parte esquerda desta diagonal e, mais recentemente, ao sul desta área.

Perante esta situação, a equipa de investigadores procurou saber se o declínio do lince seria apenas um problema de falta de coelhos ou também, como suspeitavam, de falta de diversidade desta presa.

Para testar esta hipótese desenvolveram dois modelos matemáticos, um para cada espécie, em que relacionaram conjuntos de factores ambientais, como o clima e o estado dos solos, com a abundância da população.

Os modelos foram depois usados para testar se a razão principal do declínio do lince eram variações ambientais ou variações nas populações de coelhos, tendo a conclusão apontado fortemente para a última hipótese.

A equipa constatou também uma associação negativa entre a linhagem de coelhos do sudoeste, a única actualmente ao dispor do lince, e as condições óptimas de vida do coelho, sugerindo que esta subespécie não está a prosperar, contrariamente à do nordeste, o que compromete ainda mais a situação do lince.

Fonte: IOL Diário

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

5ºAno - Locomoção dos animais

Agora que já estudaste a locomoção dos animais na água, no ar e no solo, está na hora de pores à prova os teus conhecimentos.

Para realizares alguns exercícios clica nas ligações que se seguem:

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

5.ºAno - As penas



As penas de forma, cor e tamanho variado,
  • protegem o corpo das aves do meio exterior,
  • isolam-no das variações de temperatura,
  • são impermeáveis à água,
  • permitem o voo,
  • facilitam a camuflagem e, por vezes,
  • são utilizados nos rituais de acasalamento.

A constituição das penas é mito elaborada: uma aste central, a ráquis, apresenta de cada lado uma centena de filamentos, as barbas; cada filamento, por sua vez, apresenta outros tantos filamentos de menores dimensões, as bárbulas.

No corpo das aves existem penas de vários tipos e com diferentes funções:
  • as rectrizes, situadas na cauda e que funcionam como leme;
  • as remiges, existentes nas extremidades das asas e destinadas ao voo, trabalhando como uma espécie de remo;
  • as tetrizes, ou coberturas, que revestem o corpo evitando perdas de calor;
  • as plúmulas, que se encontram em contacto com a pele e que são muito finas e macias, impedindo a passagem do ar e proporcionando um excelente isolamento térmico.
Mais informação sobre as aves aqui.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

5.ºAno - Salamandra


A salamandra, tal como a rã, tem PELE NUA. Isto significa que não têm qualquer revestimento no corpo, não contando por isso com qualquer protecção, por exemplo contra as temperaturas baixas ou contra os predadores. Devido á sua pele, são obrigados a viver sempre muito próximas da água, caso contrário morrem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

5.ºAno - Fotografias de alguns animais

Tens ouvido falar nas aulas de Ciências da Natureza e lido no teu manual, de animais que possivelmente não conheces, principalmente se vives longe do mar ou de outros ambientes aquáticos.
Este conjunto de fotografias pretende mostrar-se alguns destes animais.

Línguado
É um peixe (vive em ambiente aquático) com forma achatada. Esta forma permite-lhe esconder-se no fundo do mar para que os predadores não o detectem.

Solha
Este peixe tem algumas semelhanças com o Linguado. Repara na forma do seu corpo e na posição dos seus olhos! Possivelmente já o comeste alguma vez, na cantina da tua escola.

Lapas

As lapas são moluscos e a maior parte delas tem uma concha (como as que estão na fotografia). Repara que os caracóis também são moluscos.
As lapas encontram-se com, facilidades nos rochedos à beira mar, quando a maré baixa. Quando se lhe toca, prendem-se com muita força à rocha, graças ao seu corpo que funciona como uma ventosa. São muito apreciadas na alimentação.

Mexilhão

O mexilhão também é um molusco, mas ao contrário da lapa, este é um bivalve (tem duas conchas). Desenvolve-se nas zonas costeiras, preso aos rochedos, junto à praia. Também há espécies de mexilhões que vivem em água doce. É possível encontrar mexilhões no Rio Tua e no Rio Sabor, enterrados na areia, na margem, a pouca profundidade.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Milhares de portugueses ainda bebem água contaminada com bactérias


Milhares de portugueses continuam a beber água contaminada com bactérias nocivas à saúde. Cerca de 65 mil pessoas são servidas por sistemas de abastecimento onde, em 2007, todas as análises efectuadas revelaram a presença de Enterococos, segundo dados do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR). Em 2006, eram 71 mil.

E aproximadamente 61 mil portugueses beberam água onde a bactéria E.coli apareceu em pelo menos metade das análises feitas no ano passado – contra 63 mil em 2006.

Ambos os microorganismos provocam infecções e diarreias. Mas a Direcção-Geral da Saúde não tem registo de surtos epidemiológicos relacionados com a ingestão de água em 2007.

Os dados do Instituto Regulador de Águas e Resíduos são a base do relatório anual sobre a qualidade da água para consumo humano, divulgado hoje. Segundo os dados, 2,57 por cento de todas as análises feitas no ano passado em Portugal violaram algum parâmetro da qualidade da água. Em 2006, foram 2,79 por cento e em 2005, 2,53 por cento.

A contaminação microbiológica continua a ser a ovelha negra, com 4,32 por cento das análises a revelarem água de má qualidade (5,11 por cento em 2006). Os casos referem-se sobretudo a pequenos sistemas de abastecimento, que distribuem água para dezenas ou centenas de pessoas e onde eram obrigatórias apenas duas análises por ano.

O controlo da qualidade da água melhorou no ano passado, com 98,9 por cento das análises obrigatórias realizadas. Todos as entidades que gerem a distribuição de água apresentaram planos de controlo da qualidade da água e só 0,3 por cento foram chumbados.

02.10.2008
Ricardo Garcia

Jornal: Público